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Os trajes tradicionais de diferentes povos são confeccionados a partir dos recursos mais abundantes em seus respectivos biomas. No caso da Mata Atlântica, a embira, uma fibra natural, é amplamente utilizada para a confecção de saias, tangas e até mesmo cocares. Tradicionalmente, as penas de arara são usadas nos cocares, mas, devido à dificuldade de obtê-las, penas tingidas são usadas ocasionalmente como substitutas. Sementes são amplamente empregadas nos adereços, valorizando materiais naturais retirados do próprio bioma, em vez de miçangas ou elementos artificiais.
O material para a pintura são tintas feitas com corantes vegetais, como o urucum (vermelho); a coloração azul-marinho quase preta, conseguida com o jenipapo. Uma cultura tão vasta dos povos tupiniquim, como seus costumes, tradições e características nos transmitem uma visão única de um povo resistente. Suas xilogravuras e as matrizes de madeira entalhada se tornaram artigos de desejo para quem quer colecionar ou decorar com a…

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Na imagem à esquerda, nota-se um adorno de cabeça tradicional, composto por faixas feitas de couro de macaco e de palha. Essas tiaras são usadas para moldar a cabeça. No peito, observam-se colares, um adorno comum entre povos indígenas, utilizado para energizar o corpo.
Na imagem à direita, temos um objeto circular feito de fibras vegetais trançadas com penas decorativas penduradas. Esse tipo de ornamento é uma vestimenta mais elaborada, usada como adorno de cabeça em rituais religiosos, cerimônias de passagem ou comemorações de vitória.
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Espião dos Tupinambá carregando capacete.
Os espiões têm como função vigiar o horizonte em busca de possíveis inimigos, e isso é refletido no uso de capacetes em suas vestimentas. A imagem a seguir é de uma apresentação Tupinambá em João Pessoa. As vestimentas da tribo indígena Tupinambá são confeccionadas artesanalmente, utilizando em grande parte materiais reciclados.
Nas vestimentas, é possível observar muitas penas coloridas, purpurina, conchas do mar e estampas de onças. O verde simboliza a natureza, a fertilidade e a vida, enquanto o vermelho representa a terra, o sangue e a luta, evocando a força dos ancestrais. O amarelo traz à tona a luz do sol, a riqueza e a prosperidade, e o branco está associado à paz, à pureza e à espiritualidade. As estampas de onças não apenas embelezam, mas também celebram a fauna brasileira, ressaltando a relação da tribo com seu ambiente.
Essas vestimentas vão além da…

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Os mantos tupinambás são peças de vestuário feitas com fibras de algodão e penas de aves, usados em ocasiões especiais como rituais religiosos e festividades. As penas, especialmente as de determinadas aves, eram consideradas itens de grande valor e simbolizavam poder e prestígio.
O manto representa a conexão entre a espiritualidade, o meio ambiente, a economia, a agroecologia e a transmissão de saberes, sendo, portanto, símbolo de poder. Apenas as pessoas que tinham o respeito da tribo podiam portá-lo, como grandes pajés, caciques e majés.
imagem: https://ensinarhistoria.com.br/o-deslumbrante-manto-tupinamba-de-penas-vermelhas/
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Grafismos como complemento das vestimentas Puri.

A cobra (Xamúm) está profundamente associada ao universo feminino na cultura Puri, sendo seu grafismo ancestral tradicionalmente aplicado no braço esquerdo das mulheres. Esse símbolo da cosmovisão Puri resistiu ao passar das gerações e continua a fazer parte do universo cultural das localidades onde o povo Puri habita originalmente. Um conto popular narra que, em decorrência das mortes causadas pelos ráyon-beorôna (não-indígenas brancos), o sangue Puri que caiu na terra desceu, dando origem a uma gigantesca cobra subterrânea. Diz-se que um dia essa cobra se moverá, abalando todas as habitações e cidades construídas pelos invasores sobre os territórios Puri. Além disso, a cobra aparece frequentemente nos grafismos das cerâmicas Puris, reforçando sua importância cultural.
imagem: https://indiospuris.blogspot.com/2019/05/cultura-puri_3.html